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Dólar avança e se aproxima de R$ 5,20, em meio a tensões do Irã

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Dólar se aproxima de R$ 5,20 com escalada de conflitos no Oriente Médio após ataque do Irã a Israel. Mercados aguardam estabilidade, mas a moeda americana continua ganhando força sobre o real e demais moedas de países emergentes.

Com o mesmo cenário, o Ibovespa, principal índice da B3, abre em queda na bolsa de valores brasileira.

Dólar sobe 1,25% às 10h30, atingindo R$ 5,1853, com pico de R$ 5,1908 no dia. Na sexta-feira (12), encerrou em R$ 5,1212, alcançando R$ 5,1477. Acumula altas de 1,11% na semana, 2,11% no mês e 5,54% no ano.

No mesmo horário, o Ibovespa registrava queda de 0,12%, atingindo 125.799 pontos. Ainda na última sexta, fechou em baixa de 1,14%, aos 125.946 pontos. Com isso, acumula perdas de 0,67% na semana, 1,69% no mês e 6,14% no ano.

O que realmente está acontecendo com os mercados?

Os investidores continuam atentos ao Oriente Médio, aguardando novas sinalizações. Na última sexta-feira, os mercados encerraram o dia estressados, com queda nas bolsas de valores globalmente e fortalecimento do dólar, após o anúncio do Irã sobre um possível ataque a Israel.

Os ataques foram, portanto, uma resposta do Irã a um suposto ataque israelense contra a embaixada iraniana na Síria, marcando a primeira vez que o Irã atacou diretamente Israel.

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“Queira ou não, dólar é proteção. É proteção no mundo inteiro. Então, na sexta-feira, quando aconteceram os ataques, o mundo inteiro correu para o dólar”, explica o analista de investimentos Vitor Mizara.

As autoridades iranianas consideramo assunto encerrado, assim, justificando o ataque como legítima defesa. Israel busca uma resposta, mas não conta com amplo apoio internacional, especialmente dos EUA, seus grandes rivais.

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No Brasil, destaca-se a expectativa de que o governo reduza a meta fiscal, abandonando um superávit para 2025. Segundo fonte do Ministério da Fazenda, a proposta é de déficit zero nas contas públicas no próximo ano, a ser apresentada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.

Anteriormente, a LDO previa superávit de 0,5% do PIB para 2025 e 1% para 2026. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou que o governo busca uma meta “factível” para as contas públicas do próximo ano.

A fonte indica que as metas devem ser ajustadas para zero em 2025 e superávit de 0,25% em 2026, 0,5% em 2027 e 1% em 2028.

Aumento do dólar e Petróleo após ataque do Irã

A perspectiva de um ataque do Irã contra Israel deve gerar uma imediata alta nos preços do petróleo e fortalecimento do dólar. Isto, segundo análise do economista André Perfeito em comentário enviado a clientes.

Por sua vez, isto limitaria o espaço para cortes de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

Irã confirma, contudo, ofensiva com drones e mísseis contra Israel em retaliação ao ataque aéreo que destruiu seu consulado em Damasco no início do mês. A ação, portanto, resultou na morte de membros da Guarda Revolucionária iraniana, incluindo um general.

André destacou que, embora houvesse expectativa de um iminente ataque do Irã a Israel, “o mercado não reagiu de acordo” ao longo da semana. Ele expressou, contudo, sua opinião de que “é bastante provável que o conflito se intensifique na região”.

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O economista descreve o cenário atual como “caótico”, embora não necessariamente destrutivo para o Brasil no “médio prazo”, devido à sua posição como exportador líquido de petróleo. Ele observa que as commodities têm a tendência de se valorizar em períodos de conflito, o que poderia beneficiar o país.

“Isto é que podemos pensar num primeiro momento e temos que avaliar o conjunto dos desdobramentos ao longo da semana”, alertou André Perfeito.

“O Brasil está simplesmente longe demais deste conflito, tanto geograficamente quanto politicamente”, acrescentou André. “O Brasil pode se beneficiar no médio prazo e digo isso para evitar uma posição vendida acima do desejado em ativos locais.”


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