Expectativas calmas

Boletim Focus insiste no corte e inflação de 2026 cai pela 5ª semana

Mercado mantém projeções ancoradas para PIB, câmbio e Selic, enquanto inflação segue em ajuste gradual.

banco central economia 0413202012
banco central economia 0413202012
  • Inflação de 2026 cai para 3,97%, acumulando cinco semanas de queda
  • PIB, câmbio e Selic permanecem estáveis, reforçando expectativas ancoradas
  • Preços administrados e IGP-M também mostram ajustes graduais

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) mostrou nova redução na projeção de inflação de 2026, que caiu para 3,97%, acumulando a quinta semana consecutiva de queda. Ao mesmo tempo, as estimativas para PIB, câmbio e juros permaneceram estáveis, sinalizando maior previsibilidade no horizonte econômico.

Apesar do corte no IPCA, o mercado manteve leituras cautelosas para a atividade e para a política monetária. Assim, o relatório do Banco Central do Brasil reforça a percepção de expectativas mais ancoradas para os próximos anos.

Inflação segue cedendo

A mediana do IPCA de 2026 recuou de 3,99% para 3,97%, mantendo uma sequência de ajustes semanais. Além disso, as projeções para 2027 ficaram em 3,80%, enquanto 2028 e 2029 seguem em 3,50%, todas estáveis por longos períodos.

No IGP-M, a estimativa de 2026 caiu para 3,90%, enquanto 2027 recuou levemente para 3,99%. Já 2028 permanece em 3,85%, e 2029 foi revisado para 3,70%, indicando desaceleração gradual dos preços.

Entre os preços administrados, a projeção de 2026 recuou para 3,69%, reforçando o movimento de alívio. Para 2027, a mediana segue em 3,71%, enquanto 2028 e 2029 permanecem em 3,50%, com estabilidade prolongada.

PIB, câmbio e juros ancorados

A projeção de crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,80%, assim como em 2027. Para 2028 e 2029, o mercado mantém expectativa de 2,00%, reforçando um cenário de expansão moderada e previsível.

No câmbio, o dólar segue estimado em R$ 5,50 para 2026 e 2027. Em 2028, houve leve ajuste para R$ 5,50, enquanto 2029 continua em R$ 5,57, sem mudanças relevantes.

Já a Selic ficou novamente em 12,25% em 2026, enquanto 2027 segue em 10,50%. Para 2028, a mediana permanece em 10,00%, e em 2029 em 9,50%, indicando juros ainda elevados, porém estáveis no médio prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.