Operando em queda

BB (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) caem com tensão global e alerta sobre juros

Bancos recuam na B3 enquanto guerra no Oriente Médio aumenta aversão ao risco e projeção da Selic para 2026 sobe para 12,13%.

Bancos
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  • Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) lideraram queda entre bancos
  • Tensão no Oriente Médio aumentou aversão ao risco global
  • Boletim Focus elevou projeção da Selic de 2026 para 12,13% ao ano

As ações dos principais bancos listados na B3 operaram em queda nesta segunda-feira (9), pressionadas por um cenário global mais turbulento. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a aversão ao risco e levou investidores a reduzir exposição a ações.

Ao mesmo tempo, o mercado reagiu à nova atualização do Boletim Focus, que elevou a projeção da taxa Selic para 2026 para 12,13% ao ano, reforçando a cautela entre investidores.

Bancos recuam juntos no Ibovespa

Entre os destaques negativos aparecem Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4), três dos bancos mais negociados da bolsa.

Além deles, também registraram queda Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11), acompanhando o movimento de pressão sobre o setor financeiro.

Assim, o recuo ocorreu de forma relativamente uniforme, indicando uma realocação de capital em todo o segmento bancário.

Geopolítica e juros pressionam o setor

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e ampliou as incertezas sobre o crescimento global.

Com isso, investidores passaram a buscar ativos considerados mais seguros, reduzindo exposição a mercados emergentes e a setores cíclicos como o bancário.

Além disso, como os bancos têm grande peso no Ibovespa, qualquer saída de capital estrangeiro tende a gerar pressão vendedora mais intensa sobre essas ações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.