
- Gabriel Galípolo afirmou que stablecoins eram prioridade para bancos centrais
- Christine Lagarde voltou a levantar dúvidas sobre o modelo das criptomoedas estáveis
- Tensões geopolíticas globais reduziram foco regulatório sobre ativos digitais
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira que os riscos e oportunidades das stablecoins estavam no centro das discussões entre bancos centrais antes das recentes tensões globais dominarem o debate econômico internacional.
Durante evento realizado na Espanha, Galípolo destacou que reguladores seguem atentos ao avanço das criptomoedas estáveis e aos desafios regulatórios envolvendo transparência e supervisão do sistema financeiro.
Stablecoins preocupam reguladores
Segundo Galípolo, bancos centrais buscam incentivar inovação tecnológica no sistema financeiro. No entanto, ele alertou para o risco de algumas stablecoins operarem com menor supervisão regulatória.
Além disso, o presidente do BC mencionou declarações da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, sobre dúvidas em relação ao modelo de negócios dessas criptomoedas.
De acordo com Galípolo, soluções tecnológicas fazem sentido quando reduzem atritos de forma legítima. Porém, o alerta cresce quando ativos digitais passam a ser usados para contornar regras regulatórias ou aumentar opacidade nas operações financeiras.
Guerra global mudou prioridades
O executivo afirmou ainda que o cenário geopolítico atual mudou o foco dos bancos centrais.
Segundo ele, temas ligados a guerra, inflação global e instabilidade internacional passaram a monopolizar as discussões econômicas nos últimos meses.
Mesmo assim, Galípolo ressaltou que o avanço das stablecoins continuará exigindo coordenação internacional entre reguladores e autoridades monetárias.
Mercado acompanha avanço das criptos
O debate ocorre em um momento de crescimento acelerado do mercado de ativos digitais no mundo.
Nos últimos anos, stablecoins ganharam espaço em pagamentos, remessas internacionais e operações financeiras digitais, aumentando a pressão por novas regras globais para o setor.
Ao mesmo tempo, bancos centrais estudam alternativas como moedas digitais soberanas para reduzir riscos e ampliar controle regulatório.