
- Sabesp (SBSP3) foi o principal destaque positivo entre utilities
- Engie (EGIE3) e Alupar (ALUP11) entregaram resultados em linha
- Cemig (CMIG4) decepcionou com pressão no mercado de energia spot
As companhias do setor de utilities apresentaram desempenhos mistos no primeiro trimestre de 2026. Entre os destaques positivos, a Sabesp (SBSP3) liderou a avaliação dos analistas após entregar resultados considerados sólidos e forte evolução operacional.
Enquanto isso, Engie Brasil (EGIE3) e Alupar (ALUP11) vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado. Já a Cemig (CMIG4) decepcionou analistas após pressão no segmento de comercialização de energia.
Sabesp reforça tese positiva
A Sabesp reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,55 bilhão, alta anual de 32,2%.
Além disso, o Ebitda ajustado atingiu cerca de R$ 3,9 bilhões, superando estimativas de parte do mercado.
Segundo a XP Investimentos, o resultado refletiu forte controle de custos, redução da inadimplência e melhora estrutural da rentabilidade.
Ao mesmo tempo, analistas seguem enxergando novos catalisadores para a companhia, incluindo futuras concessões em São Paulo e possíveis revisões no plano de investimentos.
Engie e Alupar entregam trimestre estável
A Engie Brasil (EGIE3) apresentou lucro líquido ajustado de R$ 789 milhões, levemente abaixo do ano anterior.
Apesar disso, o Ebitda avançou com apoio da entrada em operação de novos projetos de geração e transmissão.
Segundo o BTG Pactual, os números vieram acima das projeções devido ao crescimento operacional e ao melhor desempenho dos ativos recém-incorporados.
Enquanto isso, a Alupar (ALUP11) entregou resultados considerados consistentes tanto em transmissão quanto em geração.
A companhia segue avançando no ciclo bilionário de investimentos, embora parte do mercado veja pressão causada pela alavancagem ainda elevada.
Cemig sofre com energia spot
O principal destaque negativo ficou com a Cemig (CMIG4).
Segundo analistas, a companhia sofreu com posição mais exposta ao mercado de curto prazo em um período de preços elevados de energia.
Além disso, o segmento de comercialização apresentou Ebitda negativo, pressionando o desempenho consolidado.
O Morgan Stanley e o Itaú BBA classificaram o balanço como mais fraco operacionalmente, apesar de o lucro líquido ter vindo próximo das expectativas.