Preparando a proposta?

TIM (TIMS3) mira ativo bilionário da Oi e mercado liga sinal para possível disputa

Operadora confirmou que vai se habilitar no leilão da Oi Soluções e busca acesso aos contratos antes de decidir oferta bilionária pelo ativo corporativo da rival em recuperação judicial.

tim 1
tim 1
  • TIM (TIMS3) confirmou habilitação para analisar o leilão da Oi Soluções
  • Oi Soluções tem preço mínimo definido em R$ 1,417 bilhão
  • Empresa quer avaliar contratos antes de decidir proposta oficial

A TIM Brasil (TIMS3) confirmou nesta quarta-feira (6) que participará da etapa de habilitação do leilão da Oi Soluções, unidade corporativa da Oi voltada a clientes empresariais. O movimento chamou atenção do mercado pelo potencial estratégico do ativo.

Embora a habilitação não represente uma proposta definitiva, a companhia deixou claro que quer analisar profundamente os contratos da operação antes de entrar oficialmente na disputa marcada para 17 de junho.

TIM quer analisar contratos antes de avançar

A diretora financeira da TIM, Andrea Viegas, afirmou que o objetivo inicial é acessar informações detalhadas sobre os contratos da Oi Soluções. Segundo ela, o valor do ativo depende diretamente das condições comerciais e da duração desses acordos.

O edital divulgado nesta semana fixou preço mínimo de R$ 1,417 bilhão, com pagamento integral à vista. Ainda assim, a operadora destacou que a decisão final dependerá da qualidade da carteira corporativa herdada da Oi.

Além disso, a executiva ressaltou que os contratos são considerados “valiosos”, mas exigem análise criteriosa de vencimentos, prazos e sustentabilidade financeira.

Mercado acompanha possível consolidação no setor

O interesse da TIM Brasil reacende discussões sobre consolidação no setor de telecomunicações após os desdobramentos da recuperação judicial da Oi.

Recentemente, o CEO da companhia, Alberto Griselli, já havia indicado que a participação no leilão dependeria justamente da avaliação detalhada dos contratos corporativos da Oi Soluções.

Caso avance na disputa, a TIM poderá ampliar presença no segmento B2B, considerado estratégico por gerar receitas mais previsíveis e margens potencialmente superiores às operações tradicionais de telefonia móvel.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.