
- Conselho de administração da Petrobras aprovou a distribuição de 50% dos dividendos extraordinários de 2023, totalizando R$ 43,9 bilhões.
- Decisão equilibra proposta inicial de distribuição total com preocupações sobre sustentabilidade financeira da empresa.
- Votação ocorreu após intensas discussões internas, refletindo compromisso entre retenção de capital e satisfação dos acionistas.
- Ministros governamentais enfrentaram oposição no conselho, que votou 6 a 4 pela retenção parcial na sessão anterior.
- Decisão estratégica visa manter saúde financeira da Petrobras, permitindo investimentos contínuos e operações sustentáveis.
- Mercado financeiro deve reagir à notícia, com potencial impacto sobre as ações da companhia nos próximos dias.
O conselho de administração da Petrobras aprovou hoje (25), a distribuição de 50% dos dividendos extraordinários de 2023, totalizando R$ 43,9 bilhões. A decisão, tomada após intensas discussões internas, equilibra a proposta inicial de distribuição total com as preocupações sobre a sustentabilidade financeira da empresa.
Na reunião da última sexta-feira, o conselho havia sinalizado a intenção de liberar metade dos dividendos, mas a confirmação dependia da votação de hoje. A medida reflete um compromisso entre a retenção integral defendida por parte dos membros governamentais e a liberação completa dos recursos.
Os ministros Fernando Haddad da Fazenda, Rui Costa da Casa Civil, e Alexandre Silveira de Minas e Energia, que previamente haviam se posicionado a favor da distribuição de 100% dos dividendos em uma reunião no Palácio do Planalto, enfrentaram oposição no conselho, que votou 6 a 4 pela retenção na sessão anterior.
A decisão atual do conselho é vista como estratégica para manter a saúde financeira da Petrobras, permitindo investimentos contínuos e operações sustentáveis, ao mesmo tempo que recompensa os acionistas. O mercado financeiro deve reagir a essa notícia, com potencial impacto sobre as ações da companhia nos próximos dias.
A polêmica dos dividendos
Em entrevista à GloboNews no ultimo dia 15 de abril, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que não era de sua alçada antecipar decisões que cabem ao conselho da estatal. Ele destacou que o caixa da Petrobras é mais do que adequado para honrar os compromissos de investimento deste ano.
Haddad também esclareceu que o Ministério da Fazenda informa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre qualquer impacto da distribuição de dividendos nos planos de investimentos da Petrobras.
Haddad já havia adiantado que a resposta da diretoria da Petrobras sobre a disponibilidade de recursos em caixa definiria a distribuição de dividendos aos acionistas.
O pagamento dos demais 50% dos dividendos da petroleira, já tem aval de Lula e está previsto para o segundo semestre, afirmam fontes internas.