Fraude do Master

Diretor do BC nomeado por Lula envolvido em polêmica com carteiras fraudadas do Banco Master

Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central (BC) nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, está no centro de uma controvérsia revelada por reportagens recentes.

Banco Central

Mensagens divulgadas indicam que ele solicitou ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, a compra de carteiras de crédito consignado do Banco Master, que posteriormente se revelaram fraudadas. O BC nega qualquer recomendação indevida, afirmando que Aquino jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas e que ele colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) seus sigilos bancário, fiscal e de comunicações.

O caso envolve transações bilionárias entre o Banco Master e o BRB, totalizando R$ 16,7 bilhões em carteiras transferidas entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desses, R$ 12,2 bilhões foram identificados como fraudulentos, com contratos falsificados, levando à prisão do presidente do Master, Daniel Vorcaro, e outros seis executivos pela PF em novembro de 2025. Em seguida, o BC determinou a liquidação extrajudicial do banco.

O pedido e a reunião no BRB

Em março de 2025, durante uma reunião do Conselho de Administração do BRB, Costa apresentou mensagens de WhatsApp enviadas por Aquino pedindo a aquisição de mais R$ 300 milhões em créditos do Master. Na ocasião, o BRB enfrentava restrições de liquidez e discutia a suspensão das compras. Apesar de propostas de conselheiros para interromper as operações, o conselho aprovou um “waiver” de 15 dias para prosseguir com a transação, que já estava em andamento.

O BC havia alertado o BRB sobre problemas de liquidez no Master desde novembro de 2024, com comunicações repetidas até setembro de 2025. Essas alertas baseavam-se em resoluções do Conselho Monetário Nacional de 2011, visando mitigar riscos.

Negativa do BC e posição de Aquino

Em nota oficial, o Banco Central enfatizou que a diretoria de Aquino foi responsável por identificar inconsistências nas carteiras, promover investigações e comunicar irregularidades ao MPF, além de aplicar medidas preventivas ao BRB. O diretor Ailton de Aquino afirma que jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas, e as ações da instituição foram técnicas e independentes.

Aquino, que assumiu o cargo em julho de 2023 após indicação de Lula e aprovação pelo Senado, abriu mão de seus sigilos para auxiliar as investigações. Não há evidências de que ele soubesse das fraudes no momento das mensagens.

Fernando Américo
Fernando Américo

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.