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Gol (GOLL4) recorre a crédito de R$ 1 bilhão para reparos nas aeronaves

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A Gol pede crédito no valor aproximado de R$ 1 bilhão para o financiamento de reparos nos aviões. No último mês, a empresa de aviação solicitou proteção contra falência em Nova York, buscando reestruturar suas obrigações financeiras. De acordo com pessoas familiarizadas no assunto em entrevista para a Bloomberg News, a empresa está com 20 aeronaves paralisadas e 140 aviões com problemas nos motores. A despesa destinada à revisão dos motores das aeronaves inativas, assim como de outras aeronaves de sua frota, está estimada em cerca de US$ 1 bilhão ao longo de três anos. No final de janeiro, a empresa aérea brasileira solicitou uma medida equivalente à recuperação judicial em Nova York, visando reorganizar seu passivo. Em dezembro de 2023, a Gol apresentava passivos totais de US$ 8,3 bilhões e dívidas financeiras de US$ 4,2 bilhões, incluindo obrigações de leasing, dos quais US$ 2,1 bilhões eram garantidos, conforme informações da Moody’s.

Parte dos custos para a atualização das aeronaves será coberta por um empréstimo conhecido como DIP (debtor-in-possession), totalizando US$ 950 milhões, enquanto a Gol procura apoio dos locadores para arcar com a maior parte do montante, de acordo com fontes. A empresa também está propondo aos locadores a possibilidade de converter dívidas antigas em capital. Embora as negociações estejam em estágios iniciais, os locadores mostram disposição para colaborar com a Gol, uma vez que enfrentam o risco de terem que assumir integralmente os custos da atualização sem a garantia de reembolso do investimento.

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Ainda há o risco dos juízes encarregados da recuperação judicial não permitirem a devolução de aeronaves mais recentes e operacionais, uma vez que essas são essenciais para o processo de reestruturação da Gol. De acordo com a empresa, a Gol continuará modernizando sua frota, substituindo aeronaves antigas que estão inativas e incorporando aviões modernos.

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por Leonardo Bruno 25/01/2024

A Gol Linhas Aéreas, uma das principais companhias aéreas do Brasil, anunciou nesta quinta-feira um passo significativo em sua estratégia de reestruturação financeira. A empresa e suas subsidiárias estão entrando com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, um movimento estratégico para fortalecer sua posição financeira. Este processo, conhecido como “Chapter 11”, é uma prática legal nos EUA que permite às empresas reorganizar suas finanças enquanto continuam operando normalmente.

A notícia veio acompanhada de um anúncio de compromisso de financiamento de US$ 950 milhões na modalidade “debtor in possession” (DIP), oferecido por membros do Grupo Ad Hoc de bondholders da holding Abra e outros bondholders da Abra. Este financiamento é crucial para a companhia, pois fornecerá a liquidez necessária para manter suas operações durante o processo de reestruturação.

A negociação das ações da Gol na B3 foi temporariamente interrompida devido à iminência do fato relevante, retomando com uma queda de 2,26% e fechando em baixa de 3,16%. Este movimento reflete a preocupação do mercado com a saúde financeira da companhia. Entretanto, a empresa enfatiza que o Chapter 11 é uma ferramenta para levantar capital e fortalecer operações a longo prazo, sem impactar as operações correntes.

A Gol assegura que todos os voos estão operando conforme o programado e que todas as passagens aéreas e reservas permanecem válidas. A empresa destaca que, com o suporte do processo supervisionado pelo Tribunal dos EUA e a liquidez adicional do financiamento DIP, suas operações de passageiros e carga, assim como o programa de fidelidade Smiles, continuarão sem alterações.

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A decisão de entrar com o pedido de recuperação judicial segue um período desafiador para a Gol, que tem lidado com um alto nível de endividamento. No final do terceiro trimestre, a empresa reportou uma relação dívida líquida/Ebitda de 7,9 vezes, um indicativo de pressão financeira, embora abaixo dos picos de alavancagem vivenciados durante a pandemia.

A Gol possui mais de R$ 20 bilhões em dívidas de financiamento, incluindo R$ 3 bilhões com vencimento no curto prazo. A entrada no Chapter 11 surge como uma estratégia para administrar essas obrigações financeiras e garantir sustentabilidade a longo prazo. A empresa ressalta que está cumprindo todas as suas obrigações em empréstimos e financiamentos sem atrasos.

A companhia espera que, ao final do processo de recuperação judicial, ela emergirá com uma estrutura de capital fortalecida, pronta para expandir sua liderança na aviação latino-americana. Este processo também visa reestruturar suas obrigações financeiras de curto prazo, buscando um futuro mais estável e seguro.

Especulações sobre a possibilidade da Gol pedir recuperação judicial nos EUA ganharam força recentemente, especialmente após a contratação da Seabury Capital para auxiliar na revisão da estrutura de capital da empresa. Este movimento foi visto como um esforço para abordar questões de gestão de passivos e aumentar a liquidez em um momento crítico.

Cenário é critico?

No pregão desta quinta-feira (25), as ações da Gol (GOLL4) fecharam em queda de 3,16%, cotadas a R$ 6,44, após um leilão dos ativos no final do dia. Em contraste, a sua concorrente, a Azul (AZUL4), registrou um aumento de 6,03%, fechando a R$ 14,07, próximo às suas máximas diárias.

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Este cenário marca um período desafiador para a Gol, que enfrenta dívidas elevadas e contratou a Seabury Capital no mês passado para uma revisão de sua estrutura de capital. A companhia espera fortalecer sua estrutura de capital e ter sustentabilidade no longo prazo através do processo de recuperação judicial, conhecido como “Chapter 11”. A Gol anunciou que buscará acesso a um financiamento de US$ 950 milhões como parte do processo legal, que fornecerá liquidez substancial para apoiar as operações durante a reestruturação financeira.

A Gol é a mais recente companhia aérea latino-americana a buscar proteção contra falência após a crise desencadeada pela pandemia, seguindo o caminho de outras grandes companhias da região, como Avianca, Aeromexico e LATAM Airlines. A empresa detinha 33% de participação de mercado na indústria de aviação brasileira no ano passado, sendo a principal companhia aérea do Brasil de 2016 a 2020.

Análises de sell-side e agências de classificação apontam que, apesar de números operacionais sólidos e demanda saudável por viagens aéreas no Brasil, as altas despesas com leasing e juros têm pressionado o fluxo de caixa da Gol e afetado seu perfil de dívida. A companhia também enfrentou problemas de capacidade devido a atrasos nas entregas de aeronaves da Boeing e pressão de manutenção.

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