Mais um recuo

M. Dias Branco (MDIA3) desaba novamente após corte do JPMorgan e alerta sobre consumo fraco

Banco reduziu projeções e preço-alvo após balanço abaixo do esperado enquanto ações ampliaram perdas na B3.

M Dias Branco
M Dias Branco
  • M. Dias Branco (MDIA3) voltou a cair forte após corte de projeções do JPMorgan.
  • Banco reduziu preço-alvo das ações para R$ 22,50.
  • Consumo fraco, pressão de custos e margens seguem preocupando o mercado.

A M. Dias Branco (MDIA3) voltou a cair forte na Bolsa nesta segunda-feira após o JPMorgan reduzir projeções para a companhia e cortar o preço-alvo das ações de R$ 25 para R$ 22,50.

Por volta das 12h50, os papéis recuavam mais de 4%, ampliando a derrocada registrada na sexta-feira, quando as ações despencaram 13,76% após o resultado do primeiro trimestre.

JPMorgan vê cenário ainda pressionado

O banco manteve recomendação neutra para o papel e afirmou estar aproximadamente 7% abaixo do consenso do mercado para o lucro por ação da companhia.

Além disso, o JPMorgan destacou que a teleconferência reforçou um ambiente de consumo ainda bastante desafiador, principalmente nos segmentos de biscoitos e massas.

Segundo a análise, o aumento de preços e o elevado endividamento das famílias continuam pressionando volumes vendidos. Apesar dos ganhos de participação de mercado em algumas categorias.

Margens seguem no radar

O banco também afirmou que o desempenho recente foi sustentado mais por ações específicas de marketing e execução comercial do que por uma recuperação consistente da demanda.

Enquanto isso, a companhia segue enfrentando pressão de custos ligada a commodities e logística, cenário que ainda deve persistir nos próximos trimestres.

Após o balanço, o JPMorgan reduziu a projeção de receita líquida para 2026 em 4%, para R$ 10,5 bilhões, enquanto a estimativa de Ebitda caiu 6%, para R$ 1,12 bilhão.

Mercado segue cauteloso

Além da revisão operacional, o banco também elevou projeções de investimentos e adotou postura mais conservadora para capital de giro.

Por outro lado, a valorização recente do real frente ao dólar pode aliviar parte da pressão de custos nos próximos meses.

Mesmo assim, o mercado continua cauteloso diante da demanda enfraquecida e da dificuldade de recuperação mais rápida das margens da fabricante.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.