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Times empresas: o futuro do futebol é na bolsa de valores?

Um dos principais elementos da cultura do povo brasileiro é o futebol. O esporte vem das raízes do povo brasileiro e representa uma importante parte da estrutura social do Brasil. Afinal, o país de Pelé ganhou sua fama ao redor de todo o planeta graças ao nosso futebol irreverente.

No entanto, o Futebol dos dias atuais saiu das dimensões que foram vividas por Zico e Pelé e se tornou uma verdadeira indústria multimilionária ao redor do globo. Os maiores clubes do planeta passaram a faturar bilhões e os principais jogadores se tornaram alguns dos homens mais ricos do mundo. Contudo, este movimento parece estar saindo dos gramados e começando a dar seus primeiros passos na bolsa de valores!

As sociedades anônimas do futebol

Recentemente, estamos vendo surgir uma nova era do futebol, principalmente quando estamos falando do Brasil. Nos últimos meses uma importante lei foi aprovada, onde vimos o surgimento das SAF: Sociedade anonima do Futebol.

Na Série A do Campeonato Brasileiro, apenas dois clubes adotam atualmente um modelo de clube-empresa, o Cuiabá e o Red Bull Bragantino, porém com estruturas diferentes da SAF. No time paulista, a marca de bebidas energéticas austríaca fez, em 2019, um aporte de R$ 50 milhões para a compra do clube-associativo, adquirindo os todos os títulos de sócios foram adquiridos. Ademais, no caso da equipe do Mato Grosso, a família Dresch comprou o Cuiabá Esporte Clube em 2009 e o transformou em empresa.

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O novo Futebol

No entanto, a sociedade anonima traz um olhar mais empresarial para os clubes. E se você é um investidor, sabe muito bem o que é uma empresa S.A.

Neste sentido, fica evidente que neste primeiro momento, os acordos para a transformação dos clubes tradicionais em empresas são restritos. Afinal, por enquanto, ainda não existem ações de seu time de coração listadas em bolsa. Mas um cenário onde isto se torna possível está se desenhando.

O primeiro clube empresa neste novo formato já surgiu e os nomes por trás do negócio trazem a visibilidade necessária para que o SAF seja o futuro do Futebol.

A negociação envolve os nomes do Cruzeiro Esporte Clube e tem como principal investidor ninguém menos que Ronaldo. Assim, o ex-atleta fará um aporte de R$ 400 milhões para se tornar o acionista majoritário, com 90% das ações.

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Desse modo, surge uma nova realidade para as equipes, que terão suas movimentações centradas como uma empresa, voltadas para a geração e captação de lucro.

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Considerando as proporções do futebol ao redor do mundo, eu não ficaria surpreso se as proporções deste movimento aumentem.

O Futebol na B3?

A pergunta que não quer calar: será que o futebol se tornará um dos elementos da bolsa? A ideia de acordar pela manhã e ver as cotações de seu time favorito na bolsa anima qualquer investidor brasileiro, mas um cenário em que isso se torna possível, ainda parece improvável.

No entanto, não pense que o mercado financeiro está alheio a estas movimentações. Afinal a compra do Cruzeiro, foi mediada pela XP Investimentos. Além disso, o CEO da companhia, José Berenguer, confirmou que o Botafogo é outro clube a estar interessado no novo sistema de SAF. E obviamente, a XP vem movendo as peças desse tabuleiro.

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Gabriel Tavares