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IPCA de Outubro variacao de 0 24 abaixo das expectativas e pressao de passagens aereas
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IPCA de Outubro: variação de 0,24%, abaixo das expectativas e pressão de passagens aéreas

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do Brasil, apresentou um aumento de 0,24% em outubro, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Os números revelam um resultado abaixo das expectativas, com o consenso Refinitiv projetando uma inflação de 0,29% para o mês.

Após uma alta de 0,26% em setembro, o IPCA de outubro revela uma desaceleração, surpreendendo o mercado que esperava uma taxa ligeiramente mais elevada. No acumulado do ano, a inflação atinge 3,75%, enquanto nos últimos 12 meses, a variação é de 4,82%.

Pressão de passagens aéreas e destaques nos grupos de produtos e serviços

O gerente do IPCA, André Almeida, destaca que o resultado de outubro foi impulsionado pelos preços das passagens aéreas, que registraram uma significativa alta de 23,70% em comparação com o mês anterior. Essa pressão nos preços das passagens aéreas ocorre pelo segundo mês consecutivo, sendo atribuída a fatores como o aumento no preço do querosene de aviação e a proximidade das férias de fim de ano.

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, oito apresentaram inflação no mês. Assim, os setores de transportes (0,35%) e alimentação e bebidas (0,31%) foram os destaques, ambos com maior peso no índice.

Transportes: variações nos combustíveis e destaques nos preços

Por outro lado, no grupo de transportes, além do expressivo aumento nas passagens aéreas, destacam-se as altas do táxi (1,42%) e do óleo diesel (0,33%), enquanto os preços da gasolina (-1,53%), do gás veicular (-1,23%) e do etanol (-0,96%) apresentaram queda. Então a gasolina, com maior peso entre os 377 itens da cesta do IPCA, teve o maior impacto negativo no índice, contribuindo para segurar o resultado do grupo de transportes.

No grupo de alimentação e bebidas, que vinha de quatro deflações consecutivas, a alimentação no domicílio registrou uma alta de 0,27%. Itens como batata-inglesa (11,23%), cebola (8,46%), frutas (3,06%), arroz (2,99%) e carnes (0,53%) impulsionaram esse aumento. Assim, o arroz acumula uma alta de 13,58% no ano, influenciado pela menor oferta devido à entressafra e aumento na demanda de exportação.

Alimentação fora do domicílio: aumento de preços nas refeições e lanches

A alimentação fora do domicílio ficou mais cara, registrando um aumento de 0,42%, com destaque para o aumento da refeição (0,48%) e do lanche (0,19%). Esse grupo apresentou uma aceleração em outubro, passando de uma variação de 0,12% em setembro para 0,42%.

Entre os grupos pesquisados, o único que registrou deflação foi o de comunicação (-0,19%), impulsionado pelas quedas nos preços dos aparelhos telefônicos e dos planos de telefonia fixa.

INPC: variação de 0,12% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou uma alta de 0,12% em outubro, próxima à registrada no mês anterior (0,11%). O índice acumula um aumento de 3,04% no ano e de 4,14% nos últimos 12 meses.

Portanto, a variação de 0,24% no IPCA de outubro reflete pressões diversas, com destaque para o expressivo aumento nas passagens aéreas. A desaceleração em relação a setembro, evidencia a complexidade dos fatores que influenciam a inflação no cenário econômico atual. Afinal, os preços nos próximos meses continuará sendo monitorado de perto pelos analistas, considerando o impacto de outros elementos que podem alterar o índice inflacionário.

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A prévia da inflação de outubro no Brasil revelou uma desaceleração em comparação com o mês de setembro, registrando um aumento de 0,21%. No entanto, o índice agora acumula uma alta de 5,05% nos últimos 12 meses, mantendo-se acima do teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,75%. Neste ano, a variação da inflação já atinge 3,96%. Entre os principais fatores que contribuíram para esse cenário, destacou-se o aumento expressivo no preço das passagens aéreas. Vamos analisar mais detalhadamente as implicações dessas mudanças no cenário econômico.

IPCA-15: prévia da inflação

IPCA-15, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é uma prévia da inflação oficial que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga. Em outubro, o índice desacelerou em relação a setembro, registrando um aumento de 0,21%. Apesar da desaceleração mensal, o acumulado nos últimos 12 meses permanece em 5,05%, ultrapassando a meta do governo, que é de 4,75%.

Manter a inflação sob controle é uma prioridade para o governo brasileiro, pois uma inflação elevada pode afetar negativamente o poder de compra dos consumidores e a estabilidade econômica do país. A meta estabelecida pelo governo visa manter a inflação dentro de limites considerados saudáveis para a economia.

Em outubro, um dos principais responsáveis pelo aumento no índice de inflação foi o setor de passagens aéreas. Este segmento registrou um aumento significativo nos preços, impactando diretamente o IPCA-15. O aumento nas tarifas de transporte aéreo afeta não apenas aqueles que viajam a lazer, mas também as viagens de negócios e até mesmo o transporte de cargas.

Reflexos na economia e no consumidor

O aumento no preço das passagens aéreas pode ter impactos significativos na economia e nos consumidores. Para as empresas, viagens de negócios podem se tornar mais onerosas, afetando os custos operacionais. Além disso, o transporte aéreo de cargas pode se tornar mais caro, refletindo em preços mais elevados para os produtos finais.

Para os consumidores, as viagens de lazer se tornam menos acessíveis, reduzindo a capacidade de desfrutar de momentos de descanso e diversão. O orçamento familiar é afetado, uma vez que os gastos com transporte se tornam uma parte maior das despesas mensais.

O aumento nos preços das passagens aéreas destaca a importância de buscar soluções para conter a inflação e garantir a acessibilidade aérea para todos. Assim, as empresas do setor, juntamente com o governo, podem considerar medidas para controlar os aumentos de tarifas, como investir em eficiência operacional e explorar oportunidades de redução de custos.

Desafios para o Governo

Para o governo, controlar a inflação representa um desafio constante. O aumento nos preços das passagens aéreas é um lembrete de que fatores externos, como oscilações no preço do petróleo e crises econômicas globais, podem influenciar significativamente a inflação no país.

A alta inflação pode levar o Banco Central a considerar medidas de aperto monetário, como aumentar a taxa de juros, para conter os preços. No entanto, essa abordagem também pode ter impactos na economia, afetando o crédito e o investimento.

Dessa forma, o aumento nos preços das passagens aéreas contribuiu para uma alta na prévia da inflação de outubro. Controlar a inflação é fundamental para garantir a estabilidade econômica e o poder de compra dos consumidores. O governo e as empresas do setor de aviação enfrentam o desafio de encontrar soluções que permitam a acessibilidade aérea e o controle inflacionário, ao mesmo tempo em que garantem o funcionamento sustentável da economia. Afinal, encontrar um equilíbrio nesse cenário é crucial para o bem-estar econômico do país e de seus cidadãos.

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