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Índice FipeZAP+ registra maior alta do aluguel comercial desde 2013

Assim como no segmento , preços de locação de salas e conjuntos comerciais voltaram a acelerar em abril

  • Análise do último mês: de acordo com a última apuração mensal do Índice FipeZAP+, os preços de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² apresentaram ligeira queda em abril de 2022 (-0,10%), enquanto os preços de locação do segmento* avançaram 0,86% no período — resultado que corresponde à maior alta mensal desde dezembro de 2013 (+1,06%). Comparativamente, as variações do + referentes aos preços de venda e locação dos desse segmento foram inferiores à inflação mensal medida pelo IPCA/IBGE (+1,06%) e /FGV (+1,41%). Considerando as 10 cidades onde o segmento é monitorado, os preços de venda avançaram nominalmente em: Niterói (+1,06%), Curitiba (+0,86%), Florianópolis (+0,60%) e Porto Alegre (+0,38%), contrapondo-se aos recuos em Salvador (-1,46%), Brasília (-0,67%), Rio de Janeiro (-0,33%), Belo Horizonte (-0,28%), São Paulo (-0,05%) e Campinas (-0,03%). Em relação ao valor do aluguel de salas e conjuntos comerciais, a alta foi mais generalizada, abrangendo Rio de Janeiro (+1,53%), Curitiba (+1,36%), Belo Horizonte (+1,14%), Florianópolis (+1,03%), Campinas (+0,65%), Porto Alegre (+0,59%), São Paulo (+0,58%), Salvador (+0,37%) e Niterói (+0,27%). A exceção, nesse caso, foi Brasília (-0,51%).
     
  • Análise dos últimos 12 meses: em média, os preços de comerciais declinaram marginalmente nos últimos 12 meses (-0,07%), em contraste aos preços de locação do segmento, que acumularam uma alta nominal de 4,10% nesse horizonte temporal. Comparativamente, ambas variações se mantiveram abaixo dos principais índices de preço da brasileira — IPCA/IBGE (+12,13%) e IGP-M/FGV (+14,66%). Individualmente, aumentos nos preços de venda dos imóveis do segmento são observados apenas em Curitiba (+8,54%), São Paulo (+1,33%), Campinas (+0,71%) e Niterói (+0,52%), em contraste aos recuos registrados em Salvador (-4,21%), Rio de Janeiro (-2,93%), Belo Horizonte (-2,67%), Florianópolis (-1,73%), Brasília (-1,01%) e Porto Alegre (-0,26%). Quanto ao comportamento do aluguel comercial, as altas foram apuradas em: Curitiba (6,29%), Rio de Janeiro (+6,00%), Brasília (+5,72%), Niterói (+5,37%), São Paulo (+4,62%), Campinas (+3,74%), Belo Horizonte (+2,47%), Florianópolis (+2,46%) e Porto Alegre (+1,48%). A exceção, nesse caso, é Salvador, onde o preço de locação comercial recuou 3,09%.
  • Preço médio de venda e locação: em abril de 2022, o valor médio do m2 de imóveis comerciais anunciados nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP+ Comercial foi de R$ 8.459/m2 , no caso de imóveis comerciais anunciados para venda, e de R$ 38,92/m2 entre aqueles destinados para locação. Considerando todas as 10 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP+ Comercial, a cidade de São Paulo se destacou com o maior valor médio tanto para venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² (R$ 9.827/m2 ), quanto para locação desses imóveis (R$ 46,35m2 ). Já no município do Rio de Janeiro, os preços médios de venda e de locação de salas e conjuntos comerciais anunciados foram apurados em R$ 9.074/m² e de R$ 39,47/m², respectivamente.
  • do aluguel comercial*: pela razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda, é possível obter uma medida da rentabilidade para o investidor que opta por investir em imóveis com a finalidade de obter renda com o aluguel. O indicador resultante (rental yield) pode ser útil para avaliar a atratividade de salas e conjuntos comerciais em relação a alternativas de investimento disponíveis. Em abril de 2022, o retorno médio do aluguel de imóveis comerciais foi calculado em 5,65% ao ano, superando a rentabilidade oferecida por (4,85% ao ano). Mesmo com o avanço recente, a rentabilidade do aluguel (em ambos segmentos) é inferior ao retorno médio esperado de aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses. As localidades com os maiores retornos do aluguel de imóveis comerciais em abril foram: Salvador (7,81%), Campinas (6,45%), Brasília (6,30%) e São Paulo (5,95%).
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Nota (*): os preços considerados se referem a anúncios para novos aluguéis. O Índice FipeZAP+ não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo.

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