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Poupança em Abril: Saques superam depósitos em R$ 1,14 bilhão

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  • Saques superaram os depósitos em R$ 1,141 bilhão em abril
  • Enquanto os depósitos totalizaram R$ 353,97 bilhões, já os saques, R$ 355,11 bilhões
  • De acordo com o economista e professor Gilberto Braga, o pagamento de dívidas explicam as retiradas da poupança

O relatório de poupança divulgado pelo Banco Central (BC) na quarta-feira (10), indicou que os saques superaram os depósitos em R$ 1,141 bilhão em abril. Enquanto os depósitos totalizaram R$ 353,97 bilhões, os saques realizados pelos brasileiros no mês passado alcançaram R$ 355,11 bilhões.

Apesar disso, o saldo do mês passado foi melhor do que o mesmo período de 2023, quando registrou uma retirada líquida de R$ 6,25 bilhões.

No acumulado do ano até abril, a poupança acumulou um saque líquido de R$ 23,775 bilhões, seguindo o impacto da retirada de R$ 20,148 bilhões em janeiro. Em 2023, a caderneta registrou saldo negativo de R$ 87,819 bilhões.

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De acordo com o economista e professor Gilberto Braga, o pagamento de dívidas explicam as retiradas da poupança.

“É possível conjecturar que as causas devem estar associadas ao endividamento da população, principalmente, em relação às faixas de renda mais baixa, que precisam usar a reserva financeira da caderneta para pagar as contas”, diz o economista.

Uma explicação adicional para o aumento dos saques é a migração dos recursos da poupança para ativos mais rentáveis e com baixo risco. Segundo Braga, “Com a continuidade do ciclo de redução da taxa Selic, a caderneta de poupança continua perdendo em rendimentos comparada a outras aplicações financeiras”.

Polêmica no BC: Interpretação Política e incerteza econômica

A decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic de 10,75% para 10,50% na última quarta-feira (8), não apenas sinaliza uma mudança no ritmo de cortes. Mas, também reflete uma profunda divisão entre os nove diretores da instituição.

Cinco diretores, nomeados ou reconduzidos durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, optaram por um corte mais moderado de 0,25 ponto percentual. Os quatro indicados por Lula defenderam uma redução mais acentuada de meio ponto, porém foram derrotados.

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Embora não fosse a intenção do Copom, o mercado interpretará a divisão com um viés político.

A postura” mais complacente” com a inflação por parte dos indicados por Lula, caracterizada como “dovish” pelo mercado financeiro, provavelmente levará a um aumento nas expectativas de inflação. Isso pode complicar o trabalho do Banco Central em controlar os preços.

Assim, em outras palavras, isso irá aumentar a incerteza na política monetária. A qual, já vinha funcionando como uma “espécie de âncora” diante do descontrole visto no campo fiscal.

A discussão sobre a transição na liderança da autoridade monetária se intensificou, gerando uma crescente desconfiança dos agentes em relação à futura composição do Banco Central. Especialmente diante do receio de uma possível elevação da inflação no futuro. Isso se refletiu na desvalorização do real. E, ainda, no aumento dos juros de longo prazo, ao passo que as expectativas de inflação dispararam.

Uma grande surpresa nos votos veio do diretor de Assuntos Internacionais, Paulo Pichetti, indicado por Lula. Em meados de abril, ele esteve ao lado do presidente do BC, Roberto Campos Neto. Quando este sugeriu a redução do ritmo de cortes durante um evento em Nova York.

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